Luiz Sérgio Coelho de Sampaio foi um filósofo, professor e escritor brasileiro. Nasceu no Rio de Janeiro, em 10 de novembro de 1933. Faleceu em 30 de março de 2003.
Sampaio cursou o ginásio e o científico no Colégio Militar do Rio de Janeiro. Graduou-se em Engenharia Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e em Economia pela Sociedade Unificada de Ensino Superior e Cultura do Rio de Janeiro (SUESC-RJ). Obteve a pós-graduação em Análise de Sistemas na Escola Nacional de Ciências Estatísticas do Rio de Janeiro (ENCE-RJ). Casou-se com Lailce Regina Lobo de Sampaio, com quem teve três filhas: Tatiana, Thais e Talita.
Apesar de sua formação filosófica, Sampaio exerceu ainda a superintendência técnica da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, colaborando intensamente para a sua modernização. Até hoje vigoram no Rio e em São Paulo as metodologia para formação de índices bursáteis por ele desenvolvidas a partir de um trabalho preliminar de Mário Henrique Simonsen. Idealizador, fundador e primeiro Diretor Geral do IBMEC (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais – Rio). A grande contribuição do Sampaio para o pensamento filosófico brasileiro foi a tentativa de desvelar uma nova lógica, que se chama: Lógica Hiperdialética.
Foi Vice-Presidente da Embratel (Empresa Brasileira de Telecomunicações S.A.), época em que idealizou e implantou o Projeto Ciranda, primeira rede informatizada no Brasil, em tudo semelhante ao que hoje é a Internet, empreendimento que vinha ainda como objetivo prestigiar a Política Nacional de Informática, pois fazia uso apenas de equipamento de procedência nacional. Foi desta forma, também, que se promoveu de maneira rápida e generalizada a digitalização da Embratel. A este projeto, sucedeu o Projeto Cirandão de âmbito público. À época, ambos os projetos colocavam o Brasil na vanguarda do desenvolvimento no setor de tele-informática, porém, foram ambos
intencionalmente desmontados tão logo se deu o advento da “Nova República”. É também de sua autoria o programa de Desenvolvimento Cultural que visava dar aos empregados da Empresa uma maior consciência de suas responsabilidades sociais – não apenas econômicas, mas igualmente políticas e culturais – para além da sua já reconhecida proficiência técnica e alertá-los assim dos perigos do corporativismo que começava a corroer os padrões de eficiência, qualidade e seriedade da Empresa. Coordenou a equipe que idealizou e negociou o convênio que deu nascimento à “Televia para a educação” ao fim do Governo Itamar Franco, mas também hoje descontinuada.
Foi membro da ABF (Academia Brasileira de Filosofia), fundador do IPGAP (Instituto de Políticas Governamentais e Assessoramento Parlamentar) e também fundador e ex-Presidente do Instituto Cultura-Nova.
Realizou aulas e conferências em diversas instituições, no Brasil e no exterior, dentre elas: UFRJ, USP, UFP, UnB, UERJ, UFRGS, Universidade Nova de Lisboa, SAE (Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República), Serpro, Banco Central do México, FGV, Fundação João Pinheiro, ECEME, Companhia Vale do Rio Doce, Petrobrás, Eletronorte, Embratel.

